Category: A Blogosfera dá cabo de mim

BEST OF “A Grande” #1

“A primeira vez que aconteceu foi numa festa da aldeia, à noitinha. No balancé com o meu irmão, para trás e para frente, os meus pais na conversa com primos e primas. A minha camisola da She-ra, o meu rabo de cavalo gingão e um espertalhão de 20 anos, capacete de mota debaixo do braço, símbolo dos Iron Maiden algures. Eu tinha 11 anos, corpo de 15, a altura que se sabe. Posso-te conhecer?”

Há por aqui um número significativo de novos leitores que não conhecem da missa a metade. Para os orientar espiritualmente lembrei-me de recuperar de vez em quando alguns posts antigos que até me saíram bem jeitosos ou que continuam a ser visitados, semana após semana, sem eu saber bem porquê. É o caso deste a que pertence o excerto. Todos os dias aparece na lista de artigos lidos. Porque será?

 

Notícias da Selva

E que boas que são!
Projecto novinho que promete, para seguir, fazer like, essas coisas.
As autoras são duas meninas fabulosas de quem sou fã. Cá estão elas:

quemsomos-011

(Rita, tive de te roubar o boneco que está tão giro!!)
(Diana, pá, nós conhecemo-nos porque eu queria ir à Amazónia, lembras-te? :))

Esta é nova!

Eu sei que andei por fora uns tempos mas que é esta coisa agora dos comentários serem feitos por mensagem privada? E não estamos a falar de nada menos próprio, tudo coisas que se podem dizer sem vergonhas, à luz do dia e à nossa mãe, algumas com imensa graça.
Agradeço muito os beijinhos privados, as manifestações de afecto e os desenvolvimentos dos meus posts mas… só para os meus olhos? Está muito bem.
:P

Só por que me condiz com o header…

…que eu não tenho cá tempo nem disposição para entrar em cenas virais.

shoefie

(As sapatinhas custaram-me 6 euros em saldo o Verão passado, são de material duvidoso e número 42 – caso haja interessados nestes particulares para tirar elações sobre requinte, proporções e tal. O set é a casa de banho da empresa, se a São João pode eu também posso. E acham mesmo que eu trabalhava num sítio que não tivesse a privada forrada a amarelo?)

 

Eu sinto-me próxima de ti

O dia dos prodígios

Gosto muito da Lídia Jorge, mas há um livro dela que me ficou entalado, nunca passei das primeiras páginas. Há lá uma rapariga que lava uma janela, é tudo o que me lembro de ler antes de o pôr de lado, com pena, porque o nome “O dia dos prodígios”, é daqueles que promete. Chateia-me tanto gostar muito de um nome e não gostar nada daquilo a que ele se refere. Como aquela banda americana do século passado, os Cypress Hill. Um nome lindo, apetece repeti-lo, ter uma banda assim quando se for crescida, depois vai-se a ver, que música de treta.

Afinal o que é um dia de prodígios? Aquele em que descobri que havia por aí um tipo que se intitulava Mak, o Mau, e sabeis do meu fraco por cognomes, e me apaixonei por ele. Figurativamente? Tanto quanto pode ser figurativa a paixão por belas frases e melhores ideias. Namorei-o em silêncio algum tempo até que aconteceu o inevitável: quis dizer-lhe coisas. De igual para igual, ó ousadia. Este blog é um pouco o resultado disso. Quando o criei queria, meio inconscientemente, chegar aos prodígios, os escritores de blogs por quem estava enamorada. Plural, sim, que nestas coisas das letras sou descaradamente polígama, bissexual e um nadinha perversa.
Prodigioso foi o dia do seu primeiro comentário neste blog, prodigiosas as primeiras trocas de mensagens e, com mil demónios, prodigioso o dia em que confirmei ao vivo e a cores que o homem existia mesmo. E até era maior que eu. Apeteceu-me pedir-lhe um prodigioso autógrafo, e foi isso mesmo que lhe disse. Alexandra, a descarada.

Mak, agradeço-te por estes anos prodigiosos d’ O Bom, o Mau e o Vilão. Nunca vi o original, como acho que já te disse, mas vou gostar sempre muito mais da tua versão. As tuas palavras foram tiros certeiros, balas com efeito, duelos ganhos ao pôr do sol. Ninguém brinca com as frases como tu. Brindo a isso com um shot de cowboy. Ou dois, que já passa do meio dia.

Não sei a que prodígios se refere Lídia Jorge no tal livro que não li, mas acho que um dia em que o Mak, o Mau, menciona Alexandra, a Grande (ainda que cifrada e entre muitos e grandes outros), no seu derradeiro post é concerteza o dia mais prodigioso de todos.

Destino: Persépolis

A convite de um membro histórico (e quadripolar) da comunidade blogosférica nacional, estive presente ontem à noite numa das 15 (!) festas de aniversário do Canal História: a recriação do Black & White Ball, do Truman Capote.
Dei-me ao trabalho de ir de pérolas, qual Holly Golightly, e até pedi o ferro de esturricar cabelos à minha irmã (sem grande efeito, diga-se de passagem, que parece que é preciso estar com aquilo bem enroladinho a contar até 30 e nunca passei de 10. Davam-se-me os calores.) No geral a coisa foi bem bonita. Ganhei uma máscara de gatinho, as minhas bloggers favoritas ficam bem muito de preto, o strudel de bacalhau estava bom, a Paula Bobone tem menos piada que o Andy Warhol, mas estava muito bem ainda assim, e aquele rapaz do cabelo estranho que ganhou agora um concurso qualquer é engraçado. O meu dedão, que não gosta de sapatinhos, é que está hoje com uma rabujice que não se aguenta e nem sequer dançou. Para a próxima fica em casa.
Em resumo, eu gosto muito de história, de preto e branco e do Capote e este bailarico até parecia que tinha sido feito de propósito para mim, mas não. Fui enganada. Descobri que esta próxima festa é que é a mesmo a minha cara… ou pelo menos o meu nome. Canal História, como é? O tempo do Alexandre, o Grande já passou, mas eu ando por aqui e estou disposta a alugar um cavalo (com duas cabeças) e protagonizar um entrada triunfal!

Screen shot 2014-03-21 at 1.15.50 PM

 

Fui a um funeral e não sabia

Xiii… é sempre triste quando se perde um mano do gueto. Não lia mas aproveito para mandar propz prós meus niggas“;

Factos, pá, tu és mesmo bom a tirar-me as palavras da boca, mas esqueceste-te daquela parte em que eu, em sinal de respeito, muito chorosa, cantava o “Não sabe nadar” diante do féretro.
(e não é verdade que não te leia, ando só um bocadinho atrasada… caramba, sempre quis escrever féretro.)

Discurso atrasado

Então não é que ganhei um Pipoqueano Óscar de Melhor Atriz e não dei por nada? Um discurso de agradecimento impunha-se, não fosse tão despropositadamente tardio. Felizmente, o autor da distinção sabe bem como lhe tenho apreço e vai-me até perdoar não ter comentado nada durante o post/cerimónia-de-entrega. Só tenho pena que não haja uma  Pipoqueana Selfie dos vencedores, para conferirmos modelitos. Eu teria ficado ao lado do Melhor Actor que diz que é gajo para ser mais alto que o Jared Leto.
E como estamos em maré de galas, convidaram-me para um baile!
A Blogosfera dá cabo de mim (finalmente uma série de acontecimentos que faz juz a esta minha categoria do blog!)

Um desafio por dia…

A Ana é uma das pessoas mais bonitas que eu conheço. Bonita de tantas maneiras que é impossível não gostar dela. Também é muito corajosa. Tão corajosa que me deixa roída de inveja, com vontade de aplaudir de pé (e juro que não é só por causa daquele cabelo espectacular). Quando se propôs a criar o blog “Um desafio por dia…”, foi isso mesmo que fiz: levantei-me e bati palmas. E depois, também quis fazer parte deste projecto tão interessante. Lancei-me um desafio e nasceu o header do blog da Ana. E, como ela diz, fez-me mesmo bem fazê-lo. Vão lá ver se gostam e comecem a segui-la. Prometo que não se vão arrepender!

maquete

Obrigado Ana por seres uma cliente tão querida – Zero alterações! My kind of thing… ;)