E ainda

Lembrei-me agora que já não é de hoje que a dita praça carrega este estigma de desilusão, no que me diz respeito. Quando o nosso pai estacionava o Fiat 128 azul escuro à sombra do bolorento José, em dias de consulta pediátrica, eu e o meu irmão achávamos que o fazíamos em “Terreid’paço”, um feérico local digno de ombrear com Mildendo ou Lothlórien.
Foi triste quando nos apercebemos como os lisboetas gostam de comer letras.
Ali ao lado, o Caixudré também nunca mais teve a mesma mística.

3 comments
  1. eu também ainda sou do tempo em que o terreiro do paço era um parque de estacionamento! e caixudré é lindo.

    Quanto ao Mude, olha que até gosto de lá ir, sobretudo pelo edifício em si (já as modas…gosto só de ver os móveis e tentar imaginar os euros astronómicos que iria precisar para ter um daqueles em casa).
    o lisbon story center ainda fui, era para ter ido no lisbon week, era lá o ponto de encontro de uma visita à mouraria, mas acabei por não ir.
    nesses casos devia haver informação por camadas, não era? a camada mais alta, ou seja, mais perto de quem não sabe muito, e a camada baixa, as tais “letrinhas miudinhas” para os ratos de biblioteca. Dá ideia que é tudo como na tvi ou sic: quem escolhe os conteúdos tb não tem cultura ou acha que o público é que não tem cultura ou entendimento suficiente para entender coisas mais sérias?

    1. Uma das coisas que achei piada na exposição foi ver imagens desse tempo e mostrá-las ao meu homem, que vindo lá dos Nortes, nunca visitou Lisboa nos tempos dessa infeliz utilização da praça.

    2. Ah, e essa da informação mais extensa estar em baixo… queres-me de gatas nas exposições, é? :PPP

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