Eu doodle addict, me confesso


Ontem foi dia de Charles Dickens no Google. O doodle era tão bonito, tão completo e apetecível, que me passou pela cabeça ir à estante matar saudades daquela corja de miseráveizinhos-infelizes-esfarrapados-condenados-às-penas-eternas-e-à-chuva-ainda-por-cima que são os personagens dickensianos. Em boa hora não o fiz. Uma vez chegou, caramba. Para fica deprimida já basta a crise! (Se bem que um Oliver Twist ou dois era capaz de atenuar a peninha que tenho de mim própria)

O que fiz foi relembrar outros google dooddles literários que me foram caros. E há muitos! Gosto tanto deles que resolvi deixar uns quantos aqui e ali.

Mark Twain – o meu doodle preferido de sempre, com um abracinho para o nosso canhoto de serviço.

Flaubert – tão bem apanhado. As cores, aquelas fitas. Este é para esta menina, que, não sei bem porquê, tem um je ne sais quois de Bovary dos tempos modernos

O amigo Fiódor, que tomo a liberdade de dedicar à única pessoa que (não) conheço que também foi capaz de o aturar (sem tropeçar nos patronímicos).

Jane Austen – Este é dedicado a mim, que ía ficar tão ridícula com aquelas fatiotas estilo camisa de dormir império.

José Luis Borges, para me forçar a acabar um livro dele, uma vez que seja. Tão promissor como esta imagem, mas tão mauzinho de ler.

O Fernando Pessoa, um clássico, para o menino.

Júlio Verne, este doodle era animado e tudo, e por que a acho animada e aventureira, este fica aqui bem entregue.

Mary Shelley, que adoro, para a Ana, que gosta de zombies. O Frankie vai dar no mesmo.

Só mais estes, que são tão giros, e depois chega que a hora de almoço não dá para tudo.

Orson Welles

Agatha Christie

Mikhail Bulgakov

Saint-Exupéry

Karen Blixen

18 comments

  1. Rachelet

    Awww shucks!
    Confesso que o que gostava mesmo era das adaptações vernesianas (googlei para saber se esta palavra existia e fiquei parva com a burrice humana) como o Willy Fog e a versão Disney das 20.000 léguas submarinas – aliás, não fossem as adaptações da Disney e nunca teria tido estofo para papar o enredo do Guerra e Paz (nunca esquecerei – Alzheimer assim o proíba – a imagem da Margarida a tocar balalaika).
    Muito grata pela dedicatória.

  2. ana

    pronto, então confesso: sou apaixonada pel’O Principexinho e ofereço-o a toda a gente que nasce à minha volta. =)

    (não sei onde estão, mas hoje há leituras e conversas de Jorge Luis Borges na Bertarnd do Chiado)

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