Expressões idiomáticas “all over the place”

Sabiam que sou grande fã de expressões idiomáticas americanas? É verdade. Há expressões inglesas que também têm a sua piada, mas eu revejo-me sempre mais nas primeiras. Influências nefastas da Margem Sul, certamente. Os ventos que sopram na Charneca da Caparica são muito parecidos com os do deserto Mojave, aliás, com toda a influência que isso traz para o linguajar da populaça. Razão tinha o Mário Lino.
Se formos a ver bem, o que é a América se não a outra banda do Reino Unido (tropeçando ali na Irlanda a fazer as vezes de Bugio e ignorando que é afinal o Canadá quem se põe mais a jeito de Cacilhas)?
Por estas e por outras, em vez de enfiar “bués” e “yo’s” no meio das minhas conversas, eu acabo por fazer muito mais uso de expressões americanas. Duas das que mais gosto são o magnífico “all over the place”, que é como estou quase sempre (ultimamente em especial) e, “get the shit together”. Esta então agrada-me muitíssimo. É raro dizer merda em voz alta, mas shit tem tanta fineza que já não me importo. E juntar shit, pá, apanhar todos aqueles pedacinhos de shit que para aqui temos e fazer um bolo merdoso, que metáfora tão elegante. Aplico-a constantemente.
Quando estou nestas fases mais prementes de “get my shit together” sei que tenho de andar rápido com a tarefa, antes que a dita “shit hits the fan”, que é outra expressão linda e adequada. Tão gráfica, ainda por cima, pelo menos para mim, que desato a imaginar a trabalheira que deve dar limpar tudo a seguir.

E pronto. A uma segunda-feira não se pode pedir mais.

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Nota 1: Na verdade eu deveria era estar a trabalhar para ficar “as cool as a cucumber” (a minha expressão idiomática favorita inglesa), para não esfrangalhar, assim que a conhecer no próximo fim de semana, a minha muito britânica sobrinha, que tem um nariz ibérico como o meu, mas é uma lady em potência.

Nota 2: Ah, e não fui confirmar se estas expressões são mesmo, mesmo americanas. Desculpem. Faço-lhes só este teste simples: Imagino a rainha de Inglaterra a dizê-las? Não? Então, são.

Nota3: Curioso como eu consigo enrolar tanto só para dizer: Tanta coisa para fazer ao mesmo tempo!

15 comments

  1. Menino de Sua Mãe

    Acabaste de “americanizar” metade do vocabulário da última série que vi. Não, a raínha de Inglaterra não diria nada daquilo. Mas parece que os seus bloody súbditos não têm os mesmos friggin pruridos… :)

  2. Uena

    Ahahah eu às vezes penso que sou arraçada de amaricana, francesa e alentajana. É ver-me a misturar palavras e expressões de todo o lado.

    Experimenta um: get the merde together.
    Merde tem algo se charmoso. Quase ao nivel de bagguette!

  3. Mak

    Eu cá gosto de misturar inglês com português mas, dado o trendy que isso é em termos de marketing, publicidade e comunicação, prefiro fazê-lo sempre em doses erradas e com os termos mais idiotas que conseguir.

    Daí, gostar de êxitos do getto, como “fo shizzle ma nizzle”, que é fantástico para reunir concordâncias em reuniões e baptizados.

    Também me entusiasma a utilização de “Sfraggles”, termo completamente inventado (derivação dos Fraggles??), mas em associação com outra coisa que não consiga explicar, do género “Era uma música do género Sfraggles of the night” ou “Oh my Sfraggles”.

    Finalmente, a estupidez replicada que é usar o inglês rumo à estupidez “How do you feel?” “I Phil Collins” ou “I feel é mignon”. Mas isso já é a minha mente doente a trabalhar…

  4. Fada Sininho

    Eu gosto do “Hell Yeah” e do “chill out”, que são expressões que me fazem parecer mesmo cool embora, vindas da minha boca, soem sempre a nerd-que-quer-enturmar… não sei bem porquê, acho que é uma questão de timing… mas, lá está, I don’t get it…

  5. Me

    Já eu uso mto a versão “keep your shit together”, e geralmente é p n desatar à galheta à malta, assim numa espécie de momento à aeroplano (qd a malta desata toda à estalada à tipa histérica no avião).

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