Música azeda

As reportagens rurais/pitorescas/a puxar à lagriminha que aparecem de vez em quando nos noticiários nacionais estragaram-me a música do Yann Tiersen para todo o sempre. Não é assim uma perda daquelas, que eu não era grande apreciadora, mas achei-lhe piada há uns anos e podia muito bem ter continuado a achar, não fossem os senhores que escolhem a música dessas reportagens. Agora, sempre que uma das minhas colegas, essa fã acérrima do rapaz, põe a tocar aqui no openspace uns mp3 da banda sonora d’ “O fabuloso destino de Amélie Poulain”, na minha cabeça os telhados de Montmartre transformam-se logo em aldeias de xisto e os macarons em caganitas de cabra.
É por estas e por outras que compensa uma pessoa continuar a ser metaleira. Ninguém vai dar cabo de Opeth com a história do pastorzinho que nunca viu o mar ou desperdiçar Katatonia na últimos velhinhos de Aldeiola de Trás de Cascos.
Se bem que… cala-te boca, Amorphis iria bem num desfile de caretos.

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A Amélie aí de cima é da Mercy Lomelin

12 comments
  1. A mais pura das verdades.

  2. Stay Trve, Alexandra, stay trve.

    1. Não é difícil… :P

  3. Por acaso é um facto… sou fã devota de Yann Tiersen e não gosto quando ouço o piano nas reportagens de choradinho.

    1. Que engraçado, a minha colega que refiro no texto também é S* como tu (mesmo!). Não são a mesma, não? ;P

  4. Alexandra,
    é nesta altura que dá jeito ter deixado de ver televisão… gosto muito da minha música, não me apetece estar a levar com associações subliminares
    (se bem que a probabilidade seria baixa, é muito raro os marketeers da moda usarem as coisas que eu gosto)

    1. É tramado, é, Menino. Mais vale sermos nós a fazer os filmes da nossa música.

  5. Não lhes dê ideias!
    Essa do Amorphis não tinha de estar aqui; ainda alguém o lê!
    :D

    1. Não é “cool” o suficiente para lhes interessar. Essa malta é muito moderninha.

  6. Eu também sou um pouco egoista com a música que gosto. Egoista porque não a partilho com muita gente. Há quem dê graças a Deus por isso. Mas também confesso que não sou de ir ouvir alguma coisa só porque alguém disse que era bom. E tem dias em que marcha tudo (mas felizmente esses são raros e passam depressa). É uma espécie de purga.

    1. Também gosto dos dias marcha tudo. Não sou esquisitinhas e há muito pouca música que me incomoda. Kuduro em modo telemóvel de manhã no comboio é um desses casos…

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