Música azeda

As reportagens rurais/pitorescas/a puxar à lagriminha que aparecem de vez em quando nos noticiários nacionais estragaram-me a música do Yann Tiersen para todo o sempre. Não é assim uma perda daquelas, que eu não era grande apreciadora, mas achei-lhe piada há uns anos e podia muito bem ter continuado a achar, não fossem os senhores que escolhem a música dessas reportagens. Agora, sempre que uma das minhas colegas, essa fã acérrima do rapaz, põe a tocar aqui no openspace uns mp3 da banda sonora d’ “O fabuloso destino de Amélie Poulain”, na minha cabeça os telhados de Montmartre transformam-se logo em aldeias de xisto e os macarons em caganitas de cabra.
É por estas e por outras que compensa uma pessoa continuar a ser metaleira. Ninguém vai dar cabo de Opeth com a história do pastorzinho que nunca viu o mar ou desperdiçar Katatonia na últimos velhinhos de Aldeiola de Trás de Cascos.
Se bem que… cala-te boca, Amorphis iria bem num desfile de caretos.

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A Amélie aí de cima é da Mercy Lomelin

12 comments

  1. Menino de Sua Mãe

    Alexandra,
    é nesta altura que dá jeito ter deixado de ver televisão… gosto muito da minha música, não me apetece estar a levar com associações subliminares
    (se bem que a probabilidade seria baixa, é muito raro os marketeers da moda usarem as coisas que eu gosto)

  2. Anna Blue

    Eu também sou um pouco egoista com a música que gosto. Egoista porque não a partilho com muita gente. Há quem dê graças a Deus por isso. Mas também confesso que não sou de ir ouvir alguma coisa só porque alguém disse que era bom. E tem dias em que marcha tudo (mas felizmente esses são raros e passam depressa). É uma espécie de purga.

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