Não há coincidências…

… mas eu creio nelas.

Disse-me o facebook que a Fnac do Chiado, a minha Fnac de sempre, faz hoje 14 aninhos (o que torna estúpida esta conversa do “sempre”, mas deixemos ficar que é bonito).
Ora isto lembrou-me, logo agora que anda tudo encarniçado contra a Guiducha, que a primeira vez que desci as escadas dos armazéns do Chiado e entrei na loja para ver as vistas, só de lá saí duas horas depois, com opinião formada e informada sobre o “Não Há Coincidências”. Foi o primeiro e último livro da senhora que li e dele só me lembro que havia para lá uma personagem qualquer que não gostava (ou gostava, lembro-me lá eu das pancas daquela gente…) de sapatinhos de berloques.
Só li a referida obra por dois motivos: queria saber porque é que o país todo tanto falava daquilo e queria sabê-lo sem gastar tusto. A Fnac tinha aqueles sofás tão jeitosos a condizer com a política “lê à vontade que não pagas mais por isso” e ainda juntavam música ambiente à equação. Naquele dia era Bach, uma interpretação de Yo Yo Ma. Não me admira nada que não tenha retido nada do que li. Já a estes dois senhores, volto muitas, muitas vezes.

14 comments

  1. a.i.

    eu tenho uma história parecida mas é com o Sei lá. Uma vez o meu querido paizinho chegou a casa com esse livro na mão e quando eu e irmã (que éramos muito literatas, cof cof) exclamámos mas pai, porque compraste isso, isso nem devia ser chamado “livro”, o meu querido paizinho disse que era para ver porque tanta gente falava do livro. Curioso é que ele nem o leu. Mas eu li e a única coisa que me lembro é que havia uma personagem que ia passar um fim-de-semana fora e chegava ao hotel, dormia e no outro dia era sábado de manhã, depois dormia outra vez e voltava a ser sábado de manhã. Ora, sabendo que a MRP não tem veia para groudhogs days , também formei logo a partir dali a minha opinião sobre ela, que é a seguinte: Sei lá eu que estupidezes a mulher escreve ou diz, não sei nem me interessa.

    • Alexandra

      aha, muito bom. Nessa óptima o meu pai apareceu este ano com as Sombras do Grey. Mas esse entusiasmou-o mesmo. A minha irmã, que ainda vive com ele, conta que esteve a ler até de madrugada.

  2. Mac

    Eu li metade do Onde Reside o Amor e comecei a ficar nauseada, aquilo até meio ainda vai, mas depois acontece-lhe ali um fenómeno e começo a andar mal das vísceras, de maneira que nunca consegui passar dali. Também li o das coincidências e não me senti lá muito bem. Em suma, li bocados de dois, para saber mais ou menos o que digo, quando quero abordar MRP :P

  3. Maria

    A minha opinião sobre ela formou-se ao ler umas crónicas que escrevia, ou escreve, sei lá, no Sol. Dos livros nunca li nenhum. Dito isto:
    eu que sou uma pessoa tão doce e delicada, “armei escândalo” na Bertrand do Vasco da Gama, quando vi a MRP ladeada de Fernando Pessoa e Hermann Hesse. Foi tanta a indignação que senti vê-la na companhia daqueles Senhores que disse para quem me acompanhava, isto é um crime! Devo tê-lo dito tão alto, que uma das funcionárias ouviu e aproximou-se, viu, perguntou o que se passava e pediu desculpas com a promessa de que teria sido um erro e seria arrumado de outra forma o expositor.
    Voltei lá no outro dia, ah pois!, e a verdade é que ela já não figurava no meio de tão excelsa companhia.
    Sempre que ela publica um livro, digo para mim mesma, tens que ler, só te podes pronunciar depois de ler… Sim… sim, depois, que agora estou a ouvir Bach.

  4. xilre

    Eu sei que Yo-Yo Ma fica sempre bem. Que quando muita gente pensa em violoncelo pensa nele (só nele, mesmo). Seja a tocar Bach ou Piazzola. Mas desconfio (provavelmente sem razão) de um músico que tem já 75 (setenta e cinco!) álbuns publicados. Faz-me lembrar assim o Deepak Chopra. Ou a Margarida Rebelo Pinto, com as devidas salvaguardas. O que quero dizer é que Yo-Yo Ma é produto de uma estratégia de “marketing” tão bem montada pela Sony Music como a Rebelo Pinto por ela própria e por quem mais a apoiar.
    E para se ver a diferença dele a tocar versus outra pessoa que produz menos álbuns (e é menos conhecida), ouça-se a seguinte interpretação. Sei que gostos são discutíveis, mas numa consegue-se sentir profundidade — a profundidade de Bach. Na outra, bom, na outra — temos Yo-Yo Ma.
    http://www.youtube.com/watch?v=XL95vwU92qo

    Boa tarde, Alexandra :)

    xilre

    • Alexandra

      O mais certo é teres razão, Xilre. :) Não sou perita em música clássica e só referi o senhor Yo Yo por razões documentais: Era mesmo o que estava a tocar! Agora vou ver o que aqui me mandas, talvez note diferença, talvez não… :) tantos anos de black metal deram-me um bocado cabo dos ouvidos!

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