O lobo sempre à espreita

A minha história infantil favorita está hoje em destaque num artigo do Público. É muito interessante, mas não chega a ser surpreendente. É fácil acreditar que esta seja uma narrativa transversal a tantas culturas e que tenha viajado durante tanto tempo na tradição oral. Todos temos os nossos lobos e travessias da floresta. É uma história de onde se podem tirar mil conclusões e de onde se têm retirado também belíssimas imagens:

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Estas duas são maravilhosas, terríveis e nem sequer têm a presença do lobo.Ou têm?
São do Tristan Menard e há mais para ver aqui.

11 comments
  1. cada vez gosto mais de te ler, mesmo que seja assim, “no mínimo” como uma boa católica.

    O lobo nessas imagens está à espreita sim, :D é ele que tem a perspectiva do desenhador.
    tu também sabes fazer bonecos assim bonitos como esse?

    1. I wish… oferecia-te um, pelas palavras bonitas que vens cá deixar.

  2. Fica-me muito mal que sempre me assustou a questão do lobo acabar por comer a avozinha???

    1. Em algumas versões novas, para putos medricas modernos, não chega a comer… fecha-a no armário. A isso eu digo: BUHHHHHH!

      1. Não pode……..sério?!?! FECHA-A NO ARMÁRIO?!?!?! Isto há avozinhas mesmo com um grande azar, não?? :D

  3. Vá vá, falando mais a sério (e não como um porco. Que não um daqueles dos três porquinhos.) acho estes desenhos fantásticos e acho também fantástica essa perspetiva da história que tu dás. Todos nós temos, de facto, as nossas florestas para atravessar (que a mim me metem mais medo que o lobo). Mas olha, se olharmos bem para a história é não ter medo e seguir em frente. Afinal de contas, no final, a floresta foi atravessada e o lobo acabou morto. ;)

    1. É assim mesmo. Embora eu preferisse que o lobo não tivesse sido morto. Gosto muito de lobos.

      1. Mesmo. Eu também. Ao menos que o tivessem tranquilizado, chamado um helicóptero, voassem com ele pendurado de cabeça para baixo meia dúzia de horas e o fossem largar lá no meio de um bosque qualquer da sibéria a apanhar alces e não avós e capuchinhos e coiso. E isto faz-se que eu já vi na televisão. Com rinocerontes e coiso. ;)

        1. :) Ena! Essa conversa do helicóptero fez-me finalmente lembrar uma coisa que me estava “debaixo da língua” desde que vi o teu nome, Kapu. E não que mete lobos e tudo? Explicarei num post em breve, porque é um tema valioso!

  4. Nas imagens, o lobo não se vê mas podemos acreditar que ele está à espreita em cada sombra. A minha história favorita é O Lobo e os 7 Cabritinhos, Contam os anais da terra que eu, bebé prodígio, Rosemary’s babu, como queiram, com apenas 6 ( S-E-I-S) mesas, contava a hist´ria de cor e que com 10 meses, pegava o livro no colo e “lia-o” ou seja, aplicava os meus dotes de papagaio a uma teatralidade bem conseguida, com pausas e respirações nos virares de folha, e quem via tinha a ilusão que estava realmente a ler.
    O Capuchinho vermelho que eu li de Perrault não era assim tão ingénuo e estou em crer que o cariz sexual da história tinha como fim “avisar” as jovens virgens da corte do Rei Sol de que o “Lobo” andava á solta…

    1. Que menina prodígio! Também gosto muito dessa. “Mostra a patinha branca”, eheheh. E adoro relógios altos, abro sempre a porta para ver se está lá algum cabritinho.
      E sim, o Capuchinho vermelho tem decididamente uma grande componente sexual. Alguma vez viste um filme chamado “A Companhia dos Lobos?” Muito velhote, muito maluco e muito bom!

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