Outono Barroco

Há uma semana, o Outono já estava sobre Lisboa. Cortava o Tejo assim a meio, massa de água bicolor. Ainda a salvo, debaixo de um céu azul, frente a um rio da mesma cor, sorri-lhe. “Não perdes pela demora”, gritaram-me de imediato as gordas nuvens barrocas da cidade. Não acreditei nelas, dramatismos a la Rubens soam sempre a falso.
E bem me lixei.

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