Outono Barroco

Há uma semana, o Outono já estava sobre Lisboa. Cortava o Tejo assim a meio, massa de água bicolor. Ainda a salvo, debaixo de um céu azul, frente a um rio da mesma cor, sorri-lhe. “Não perdes pela demora”, gritaram-me de imediato as gordas nuvens barrocas da cidade. Não acreditei nelas, dramatismos a la Rubens soam sempre a falso.
E bem me lixei.

2 comments
  1. Eu também reparei nessas nuvens, assim a pairar sobre Lisboa. Mas a minha vista é do Tejo do lado oriental.
    és poeta

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.