Programação na óptica do desenrascanço

Não gosto nada de programação, nem sequer daquela levezinha que dizem que todo o bom designer deve ter capacidade de dominar, nem que seja para não estar sempre a chamar o  desgraçado do colega programador. Devo ter caído do berço em criança e aterrado bem em cima da metade esquerda do meu cérebro. É uma sorte conseguir abrir o back-office aqui do blog e publicar coisas.
Com isto como pano de fundo, há uma coisa que não percebo e me intriga: porque é que, nas raras vezes em que me aventuro neste mundo sem ajuda e finjo que mexo em linhas de código e outras coisas abjectas, a sensação de resolução de um problema é tão estupidamente gratificante? Porque é que fico a sentir-me genial quando três imagens se alinham muito direitinhas depois de um refresh? Ou porque é que me apetece sair e comprar um gelado quando um link funciona de repente (mesmo se isto aconteceu de forma completamente acidental)?
Ele há coisas. Vou ali ao café buscar um perna-de-pau para ver se me passa o complexo de Einstein.

11 comments

  1. Rosa Cueca

    Nem me fales nisso, que ando com o tico e o teco à bulha porque ainda não deslindei como é que se mete no blog o link directo para o FB.
    Como detesto sentir-me estúpida, é um grande passo este, o de admitir publicamente.

  2. Mexicola Girl

    Estive uma tarde inteira a tentar pôr no blog um like directo para o FB e o máximo que consegui foi um like que não aparece no FB (isto nem sequer faz sentido). Agora quero tirar e não consigo, mas também fiquei feliz enquanto não percebi que não funcionava.

  3. D

    Eu também gosto de dar “bigodes” ao maridão ( que é TIT eheheh) e às minhas doutoras, que não conseguem formatar uma drive e carregar o SO e outro software indispensável, e aqui a velhota ( cof cof) faz de olhos fechados… também , cada vez é mais fácil… deixou de dar luta e tudo… já cheguei a perder 5 horas com os primeiros XP…

  4. Menino De Sua Mãe

    Respondendo à tua pergunta: Porque os geeks da frumática quando inventaram essas coisas as fizeram de propósito para ser assim. A quantidade de noites mal dormidas e tempo passado fora de casa fez com que se tivesse de incorporar na programação um elemento qualquer que nos lhes desse prazer… :)

  5. Mirone

    É uma pena Alexandra. Eu também não gosto de programação, sobretudo por um motivo, não é a minha área e tenho preguiça de aprender. Se há gente a fazer tão bem, que até estudou para isso, porque hei-de eu, simples Mirone, roubar-lhes o trabalho. Se entretanto tiver um acesso de sei lá o quê, pode desenvolver um header para o meu blog. Se fizer muita diferença, adianto-lhe que soube pelo Pipoco que faz trabalhos fantástico pro bono. É uma tarefa que ando a adiar, mas que preciso de resolver entretanto. Queria ter aquilo composto para quando começassem a chegar as visitas.

  6. nadiam

    eu podia ter escrito este post (já escrevi um bem parecido).

    programação é para mim como deitar as cartas do tarot: não gosto, não tenho interesse nenhum naquilo, mas se deitar e acertar nalguma coisa sou quase um deus (como os informáticos, aliás).

    mas depois de passar 10 dias à volta de um carrossel em jQuery, se tivesse um colega programador que me tivesse feito essa merda em 5 minutos, eu poderia não ter tido tanta gratificação instantânea mas teria tido 10 horas da minha vida muito mais bem aproveitadas.

  7. Prezado

    Como trabalho só com programadores, ao início venderam-me insistentemente que devia aprender pelo menos os básicos de CSS e HTML, nada mais, só isso, é o mínimo, todos os designers fazem isso bla blá. Expliquei-lhes que o meu cérebro não está desenhado para programar e não tenho problemas com isso, já que felizmente até se safa com outras coisas. não. Programar é que é fixe e faz parte das minhas tarefas. Lá perceberam que meter-me a programar é perder tempo útil para todos.

    • nadiam

      Prezado, tens razão em parte, programar é impossível para o designer (e desenhar é impossível para um programador, os sites feitos por programadores topam-se à légua – são como os prédios da linha de sintra, que foram projectados por engenheiros civis). Mas HTML e CSS não são programação, são aquilo que se chama Markup – é meramente dizer a um browser de que cor queremos um fundo ou tipo de fonte e tamanho, não tem nada a ver com criar rotinas e cenas que reagem a acções do utilizador. Especialmente o CSS, saber lê-lo (porque escrever acaba sempre por ser um bocado tentativa/erro) dá muito jeito para desenhar um site (e para discutir com um programador quando ele diz que “não é possível usar essa fonte na net”).

      • Prezado

        ok, quando disse básicos estava a queres dizer ” saber fazer o frontend de qualquer site que eu própio desenhe e já com as jiga-jogas todas do CSS 3″. O básico eu sei. Não chega.

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