Salsaparrilha com gelo

Ontem, fui ao baú buscar uma saia velha, comprida, como diz que se usa, e hoje vesti-a.
De manhã, apanhei o cabelo numa trança às três pancadas, em vez de lhe meter um lápis e levantá-lo num carrapito, que é o que faço habitualmente quando me dão os calores. (Não sei porque o fiz, mas já agora ficam a saber que as tranças também estão na moda, por isso marquem-me mais três pontos pelo gesto inconsciente, mas terrivelmente trendy).
Depois, esta fashionista maravilhosa que sou eu, foi à casa de banho encher a caneca de água, que é moça poupada que acha que del cano é tão boa como a outra e, ao sair, já com a luz apagada, voltou atrás e encontrou um fantasma penumbrento no espelho: a Drª Quinn!
Rapidamente, olhou em volta à procura do Sully de olhos bonzinhos, ou aquele outro que era mesmo mau mas mesmo bom, mas só viu o Igor a matraquear nas teclas. E viu-me a mim, transpirada, despenteada e com teias de aranha na saia. Qual estilo, qual quê.

Isto de se voltarem a usar quilómetros de pano nas pernas é tão boa ideia agora como o foi na poeirada do Velho Oeste. Subir escadas? Uma calamity para esta Jane. Correr para o comboio. Ih-ah! Acabo a arrepanhar as saias para cima, género bailarina de saloon, e a mostrar mais das ceroulas rendadas do que usásse mini-saia.
Serviu-me de emenda, volta ao baú. E vou já amanhã cortar estas pontas secas, que ainda alguém me pede para executar uma trepanação sem betadine e depois é o diabo.

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