Silogismo infantil

A menina pequena tem um amigo muçulmano que lhe ensinou uma canção. “Porque é que ele diz Alá-à-que-bá?”
“Está a dizer que o Alá, é grande”, respondo eu, com minha autoridade de tradutora luso-árabe das dúzias.
“Ah”, diz ela, e continua: “Alá é um senhor?”.
“É, é um senhor, e para o teu amigo é um deus”, acrescento logo, pois sou a favor de injecções de cultura geral em mentes tenras.

“Tu és uma senhora.”
“Sou”
“Tu és GRANDE!”
“… sou…”
“Tu és… o Alá?

É uma meia de ambrósia bem passada com uma garrafinha de néctar da casa, aqui para a Alexandra.
(Enquanto mortal aprecio bastante a comida árabe, mas o meu avatar divino sente-se mais reconfortado se consumir iguarias Olímpicas)

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O cartaz arábico e lindo aí de cima é do Fernando Volken Togni.

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