Tony Hawk e o preço dos combustíveis

Ando de transportes públicos mas preciso de combustível para as viagens por isso vou à biblioteca e arrebanho livros. É mais ou menos como ir à bomba do Jumbo mas sem as filas. Desde que me leve até ao trabalho e me faça poupar uns trocos, não quero saber se o combustível é de qualidade inferior. Vou de fugida aos sábados de manhã e não tenho sido esquisita. Arrebanho três ou quatro livros e, com alguma sorte, dois serão tragáveis (os outros dois, papo-os na mesma, que a fome é negra).
Poderia dizer, e direi certamente noutra ocasião, muitas coisas sobre esta técnica de selecção literária, mas o que interessa hoje é admitir que a maior parte das vezes são as capas a falar mais alto. E aqui que nos enervamos.
Salvo raras excepções, as capas dos livros neste país são uma seca e isto quando não são feias mesmo. Não é por virem carregadinhas de vernizes UV, relevos e pantones metalizados que a coisa melhora. São más, previsíveis, sem imaginação. E as mais das vezes induzem o leitor a erro. Já trouxe muito Orange prize ao engano a pensar que vinha ali obra de vulto, tal o investimento gráfico na capa.
E agora isto. Estão a ver o livrinho lindo ali de cima? Cá no burgo temos uma coisa assim:
Evitei pegar-lhe durante muito tempo, apesar do autor me ser simpático, porque a capa diz que o livro é para adolescentes. Esta semana venceu-me por cansaço e peguei-lhe. Acabei de o ler há pouco. Não sendo lá essas coisas, é uma história levezinha, divertida, e de facto juvenil, mas que por estes motivos e mais alguns, merece muito mais a capa de cima do que esta última.
Moral da história: Se não quiserem ficar a saber tudo, mas mesmo tudo, sobre o Tony Hawk Pro-Skater (para mim este é o nome completo do homem), não lhe peguem. Nem na versão bonita, que se há coisa que uma boa capa ainda não faz é melhorar o interior.



Também tenho dificuldade em trazer livros de capa feia, normalmente, aquelas antiguinhas dos Livros do Brasil e da Europa-América passam-me todas ao lado. Mas naqueles casos em que quero mesmo ler determinada obra, fico sempre a lançar uma censura à gráfica e ao designer que compôs aquela atrocidade de capa – sim sim, sou das que não começa um livro sem decompor a ficha técnica.
Essas capas nunca mais desaparecem do mercado! São medonhas. E eu também espreito as fichas técnicas de tudo. E fico no cinema até ao fim a ler os créditos.
a capa de cima é um exagero de bonita. se é sobre a vida de um skater, também me parece que a debaixo é melhor, para não [me] levar ao engano.
Ai é que está… não é sobre a vida de um skater, não é nenhum puto delinquente, nem há o mais leve vislumbre de arame farpado na história. É como se fizessem um livro sobre a minha vida actual com uma capa estilo livro de horas medieval só porque eu gosto de história
Esqueci-me de mais um pormenor – o puto do livro quer ser designer gráfico e rabista, rabisca… Capa de cima!
Oh pá os livros do Nick são sempre dignos de capas melhores.
Lembras-te das capas da colecção Vampiro? As mais antigas? Essas sim, eram verdadeiras obras de arte. :)
eu escolho muito os livros pelas capas e pelos títulos, mas já fui enganada muitas vezes!
É um jogo perigoso este. ;)
oh, os vampiro, li todos (do meu pai) e na capa tinham o volume seguinte. adoro aquilo.
Esses são aqueles policiais e mistério, não são?
Se é sobre o THPS não quero porque passei muitas horas da minha adolescência a jogar os primeiros jogos da série e com a curiosidade fiquei a saber mais sobre o homem do título. Aliás, o meu skater favorito nem é o TH mas sim o Rodney Mullen :P (video de 2 minutos – http://www.youtube.com/watch?v=PcbCCFb0zXI)
Costumo fugir de capas cheias de brilho… até agora tem resultado. (tambem nao leio por aí além)
O pior livro que li nos ultimos tempos veio através de um concurso facebookiano por isso não me queixo… muito!
OH, até tens um skater favorito!
Não é sobre o TH, ele nem aparece, só é referido… muitas vezese. Podes ler à vontade.