Voltando aos rabos

E não é que o filme Pollyana (1960), da Disney, baseado no livro homónimo de Eleanor H. Porter em debate no post anterior, é tão antigo que se permite a ser politicamente incorreto e abrir logo com um rabo infantil? Uma delícia muito ao estilo Tom Swayer. Gostei! Até me ficou a apetecer rever a obra. (Ok, não, chega. Foi giro, mas podes já parar.)

Obrigado à Rosa Cueca e ao André, cuja sede de conhecimento, me obrigou a investigar esta obra prima do cinema a forçar mais uma vez este blog a mencionar rabos. (E logo a Rosinha que não gosta da palavra.)

Não têm saudades dos tempos em que filmes tão antigos  como este passavam na televisão? Com aqueles diálogos artificiais cantarolados e a música de orquestra sempre a dramatizar? E beijos de boquinha fechada com a moça quase a cair de tão inclinada nos braços do galã?
Eu dava o meu braço esquerdo a um jacaré por umas boas fitas de piratas aos domingos à tarde.

8 comments
    1. Cheguei a escrever o nome dele no texto, mas depois tirei… Ainda bem que vieste completar a ideia!

  1. Nos filmes de piratas de Domingo à tarde, os jacarés comem é relógios. Ok, ok, é um crocodilo, mas ninguém repara.

    1. Não estou a falar do Dustin Hoffman com bigodes. Hoje em dia Bangarang só me faz pensar no outro…

  2. Eu também adoro fitas de piratas. Aqui há tempos, numa livraria em Londres, comprei um livro muito engraçado (best seller) sobre uma investigação histórica àquele que terá sido o maior pirata de sempre (Bartholomew Roberts). O livro tem o sugestivo título “If a pirate I must be”. É muito engraçado mesmo.

    PS: por falar em fitas de Domingo à tarde e em rabos, já viste o “Rabo, o regresso do herói”? Não vai salvar o mundo (por acaso até vai) mas vê-se muito bem com pipocas à frente. Dá-te uma vontade de saires por aí para assassinar malta com uma fita à cabeça. Just sayin’.

    1. Boa dica, essa do velho Bartholomew, belo título. Vou investigar. Eu tenho este lá para casa, fala dos piratas clássicos todos.
      Quando à outra sugestão, como dizer isto, nunca digo “desta água não beberei” e como gosto de pipocas e fitas na cabeça pode ser que a coisa se arranje um destes domingos.

  3. É uma patologia semântica minha, ok? ;)
    Não só gosto desses clássicos, como tenho um momento-revivalismo-anual e vejo-os de enfiada.

  4. É como o Pinóquio (anos 40) que revi no outro dia, em que na ilha dos meninos maus, ser rebelde consistia em jogar, beber cervejas e fumar.
    Onde é que hoje em dia se vislumbra tal coisa num filme infantil?

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