Walking Dead Inter Rail

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Neste último episódio da 4ª temporada do Walking Dead apercebi-me que uma das razões que me fazem gostar tanto* daquela história é a sensação que tenho de estar a reviver o meu inter-rail. Vejamos: aquela gente anda sempre sobre carris, quase só come enlatados, tem conversas monossilábicas, mas que são de certeza muito profundas, e nunca, nunca toma banho.
Se não vos parecer suficiente, lembro-vos que os efeitos de um mês sem amaciador no meu cabelo foram tais, que, à chegada a Santa Apólónia, se tivesse comigo uma espada de samurai em vez de uma mochila empaturrada de t-shirts sujas, teria sido confundida com a Michone.
E os zombies, perguntam vocês? Que é deles? Pois bem, o que é pensam que se chama a grupo de criaturas mal-cheirosas, com três horas de sono por noite, ténis rotos e muita fominha?

*E gosto muito, até à insanidade, mesmo esta temporada que toda a gente odiou e insistiu em dizer que valia mais a pena ver o True Detective. Please. Como se pudessemos comparar uma coisa com a outra. Ou como se não pudessemos fazer perfeitamente as duas coisas.

16 comments

  1. Mulher Mesmo de Sonho

    Não vejo essa malta. Mas fiz um inter-rail. Ao fim de 3 semanas, se me dessem uma mioleira fresquinha, ou qualquer outra parte da anatomia humana – desde que não viesse em lata – eu era menina para fazer um festim. Arrastar-me-ia nas minhas sandálias que ficaram com a marca dos pés cravadas na sola (juro) e que nem chegaram a entrar em casa porque a minha mãe proibiu. Disse “aiquenojodácáquejogojáaquinolixo”.

    • Alexandra

      Ehehe, o sabor uniforme de toda a comida de lata, carne ou peixe… BLARG! As minhas sandálias também ficaram assim por isso acredito. Eram umas reef pretas que ainda me duraram mais uns anos. A marca bronzeada das tiras delas também ficou uns tempos.

  2. Mak

    Sou seguidor, gostei da temporada, mas acho que boa parte do que li neste artigo traduz um bocadinho a minha sensação.

    http://grantland.com/hollywood-prospectus/the-walking-dead-finale-recap-separating-the-meat-from-the-gristle-in-a/

    (atenção tem spoilers, caso não tenham visto o último episódio)

    Queimar tempo foi na season passada na quinta do Herschel, isso sim parecia Walking in Slow Motion Dead. No entanto, o final de temporada foi bem melhor que o anterior, em que a cena da prisão foi ali resolvida às três pancadas. (tanto que foi re-resolvida a meio desta temporada).

    Nunca fiz um inter rail, mas consigo arranjar várias razões válidas para passar dias sem tomar banho…

    • Alexandra

      Vou ler, já estou para lá dos spoilers (um amigo meu, fã da BD, acabou de revelar no facebook o que é o TERMINUS. Bah… cromo.)
      Também não morri de amores pela quinta, a fase telenovela mexicana da coisa. Só gostei daquela cena do celeiro. Soube-me bastante melhor esta temporada. Aliás, fez-me bem, foi muito repousante para a minha cabeça, não sei porquê.

      Quer então dizer que no próximo Holocausto zombie conto contigo para fugirmos às banhocas!

  3. margas

    Nunca consegui ver mais do 3 episódios dessa série, para mim series onde existem muitas mortes só porque sim ficam logo riscadas. Nada contra séries com muitas mortes, torturas e etc (vejo o The Following por exemplo) mas isso tem de fazer sentido para a série e não ser só para tentar chocar…

    • Alexandra

      Acredita… eu fico parva como é que gosto daquilo. Se calhar, noutra altura não gostava, mas nos tempos que atravessamos, já que não posso esmagar umas quantas cabeças, sabe-me bem que as esmaguem por mim. :P

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